De onde vem a potência do que passamos na nossa pele? A resposta está no fato de que o Brasil não é apenas o país dos recursos naturais; nós somos o coração biológico do mundo.
É por isso que o dia 22 de maio, instituído pela ONU como o Dia Internacional da Biodiversidade, ganha em 2026 um peso estratégico sem precedentes para nós.
Como detentores de aproximadamente 20% da diversidade biológica do planeta, ocupamos uma posição que mistura prestígio científico e uma responsabilidade crítica diante da crise climática global.
O cenário atual em números
De acordo com os levantamentos mais recentes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do IBGE, o Brasil ultrapassou a marca de 125 mil espécies animais catalogadas.
Na flora, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro registra mais de 46 mil espécies de plantas, reforçando o país como a maior potência botânica do mundo.
No entanto, a riqueza caminha ao lado do risco. Dados de 2026 da plataforma IPBES indicam que a perda de habitat e as mudanças climáticas colocam cerca de um milhão de espécies sob ameaça de extinção em escala global.
No território brasileiro, biomas como a Mata Atlântica e o Cerrado enfrentam pressões severas; no Cerrado, apenas no último ciclo, o aumento da fragmentação de habitats impactou diretamente a segurança hídrica, uma vez que o bioma funciona como a "caixa d'água" do país.
Bioeconomia: a ciência como preservação
Um estudo do Instituto Aya e da consultoria Systemiq, publicado no início deste ano, estima que o setor de bioeconomia no Brasil pode gerar até US$ 140 bilhões por ano até 2032.
Esse dado revela que o valor da floresta em pé e da biodiversidade conservada já supera o valor da exploração predatória.
A tendência para 2026 foca no uso inteligente do patrimônio genético para a saúde e o bem-estar, onde o Brasil possui potencial para liderar o mercado global de insumos sustentáveis e cosméticos de alta performance.
O papel do setor produtivo e da feito brasil
Diante desses fatos, o papel das empresas nacionais tornou-se central. A implementação de metas baseadas na natureza e a rastreabilidade via SisGen (Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético) são hoje exigências fundamentais.
Para nós da feito brasil, esses dados não são apenas estatísticas de mercado, mas a diretriz de nossa existência.
Ao formularmos rituais que utilizam ativos como o Jambu, o Camu-Camu e a Sempre-Viva, aplicamos o conceito de bioeconomia na prática.
Nossa proposta é mostrar que a valorização da biodiversidade brasileira através da ciência e do design é uma das formas mais eficazes de garantir a preservação desses ecossistemas para as próximas gerações.


